Era uma vez uma mulher bem sucedida, de coração aberto e de criação primorosa. Estudou nas melhores escolas do mundo e conseguiu a fama com dedicação. Dançou e interpretou nos palcos antes de se encontrar na televisão.
Fez papéis de mocinhas e vilãs. Ficou famosa. E rica. E, depois de um tempo, quando as mulheres se tornam ainda mais inteligentes, ficou burra.
Festeira, casou-se com alguém duvidoso. A crítica era debitada ao preconceito. Não deixa de ser verdade. Jornalistas e o público em geral são preconceituosos, não deixam nada fora dos padrões acontecer sem atirar uma pedrinha sequer.
Pois o casal parecia feliz. Estava sempre em festas, sempre aos beijos, sem ligar para o policiamento. Conto de fadas? Ela mais velha, ele mais novo, ambos na juventude do amor.
Até que uma blitz é encenada e o castelo começa a ruir. Brigas e separações surgem, mas logo são deixadas de lados e os beijos voltam a ser dados. Até que, mais uma vez, o cheiro estranho, que deixava todos ligados nos acontecimentos, ficou forte.
A coisa fedeu e veio o divórcio. Ele não aceitou. Tentou voltar, pediu perdão pela traição. Conseguiu. A carreira, novamente, atrapalhou. Policial quer sempre dar dura por aí. É praticamente um instinto natural. Deu dura fora de casa e de lá foi expulso.
Deu branco nele e as opções se tornaram escassas. Chantagens e ameaças vieram. A carreira o levou ao fundo do poço e ao fim da vida. Segurança realmente é um problema nacional.
Parecia, então, que ela tinha aprendido a lição. Rica e famosa, deveria se expor menos. Não era adolescente para embarcar em qualquer passionite. A seleção precisava ser mais rigorosa.
Declarou-se uma fênix após um período de reclusão e, como o pássaro mitológico, voltou do pó. Apareceu novamente com um tipo semelhante. Garoto novo, amigo de outro de carreira extensa. Muitas carreiras, aliás. Um prodígio.
E agora ela vai percorrer todo a trilha novamente. Se a história se repetir como farsa, a paixão não será como a fênix. Já os problemas...